Diretora, programadora e grande impulsionadora da criação do Museu da Moda e do Design, o famoso MUDE, Bárbara Coutinho tem dado uma nova cara e outra forma de pensar à administração museológica em Portugal. Nascida em Lisboa em 1971, tem-se assumido como uma das principais defensoras em Portugal da importância de olhar para a funcionalidade da arte. Claro que tudo poderia ter sido diferente se tivesse optado por ingressar num curso de medicina, como chegou a equacionar.

No final acabou por se licenciar em História da Arte na Universidade Nova e enveredar por um percurso que a coloca em contacto permanente com o mundo académico. Enquanto fazia a sua tese de mestrado trabalhou como docente do ensino secundário no período noturno, para ajudar a sustentar os estudos. Hoje é professora Auxiliar Convidada do Instituto Superior Técnico bem como e colaboradora na Faculdade de Belas Artes e na Faculdade de Arquitetura na capital, além de assinar artigos sobre criação artística contemporânea, design e arquitectura em revistas como a Umbigo ou a arq./a.Experiência que levou para a direção do MUDE, espaço que é um caso de sucesso no panorama nacional. Baseado sobretudo na Coleção Francisco Capelo, o espólio do museu ultrapassa as duas mil peças que o levaram, num curto espaço de tempo, a chegar ao terceiro lugar dos mais visitados em Lisboa, logo a seguir ao dos Coches e à Coleção Berardo. Sucesso que deve muito ao trabalho e visão de Bárbara Coutinho.